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Automotive insights A 3ª geração já chegou



O AÇO AVANÇADO DE ALTA RESISTÊNCIA DE 3ª GERAÇÃO JÁ CHEGOU

A 3ª geração já chegou

Uma análise aprofundada dos aços avançados de alta resistência de 3ª geração e o futuro da indústria automotiva, do ponto de vista dos materiais.

Há um novo termo em voga na indústria automotiva nos dias de hoje: Aço avançado de alta resistência (AHSS) de 3ª geração. Este aço está cada vez mais conhecido como o futuro material da indústria automotiva; no entanto, muitos não têm certeza do que ele realmente é e como causará um impacto. Para responder a esta dúvida, devemos voltar um pouco no tempo. 

Alta resistência

Tudo começou nos anos 80 com o chamado AHSS de 1ª Geração. Segurança foi o fator responsável por seu desenvolvimento, sendo que esses novos aços ofereciam aos fabricantes automotivos e fabricantes originais de equipamentos uma resistência superior em relação ao aço convencional. Hoje, o aço bifásico, o aço martensítico e o aço de fase complexa são parte fundamental da estrutura de carrocerias (body in white) e esses graus ainda são desenvolvidos e otimizados através de melhorias contínuas. 

Boa ductilidade, porém com baixa usabilidade

Em seguida, veio o AHSS de 2ª Geração. Esses aços, introduzidos aproximadamente uma década atrás, visavam uma combinação superior de resistência e ductilidade. No entanto, no final das contas, o seu alto custo e as dificuldades na fabricação não resultaram em nenhum valor comercial real. 

Ductilidade e usabilidade são fundamentais

Agora, surge o AHSS de 3ª Geração. Esses aços, que ainda se encontram em suas fases iniciais de desenvolvimento, garantem uma parte substancial da austenita retida, que é transformada em martensita durante a conformação. Por exemplo, os aços manganês do tipo QP (têmpera e separação) e médios são considerados AHSS de 3ª Geração.

Então, o que distingue esses novos aços? Em poucas palavras, a ductilidade e melhor usabilidade, em comparação com o AHSS de 2ª Geração. O AHSS de 3ª geração apresenta uma excelente combinação de resistência e ductilidade. A ductilidade refere-se ao fato desses aços poderem ser conformados a frio, possibilitando geometrias mais complexas em comparação ao AHSS de 1ª Geração, além de poderem ter mais ductilidade no material após a conformação para apresentarem melhor desempenho em colisões. Além disso, o AHSS de 3ª Geração pode ser um material que revolucionará os componentes das estruturas de carrocerias, possibilitando proporções ainda melhores de resistência/peso, além de menores custos se puderem substituir as soluções mais caras, tais como perfis de alumínio ou aços ao boro estampados a quente. No entanto, o aumento da ductilidade é obtido aumentando-se o teor de liga metálica nos aços, em comparação com o AHSS de 1ª geração que está apresentando alguns desafios, tais como a soldabilidade, fragilização por hidrogênio e fragilização por metal líquido. Tais desafios estão sendo endereçados pelos produtores de aço, em conjunto com as montadoras.

Status de desenvolvimento

Atualmente, o AHSS de 3ª Geração ainda se encontra em seus estágios iniciais de desenvolvimento. Enquanto algumas empresas já lançaram produtos específicos com esta classificação, outras, como a SSAB, estão trabalhando para desenvolvê-los ainda mais.   É importante observar que, atualmente, desconhece-se quais conceitos e graus acabarão se tornando a estrutura básica do AHSS de 3ª Geração. No entanto, conforme o trabalho iterativo entre as usinas siderúrgicas e as mntadoras de automóveis continua a amadurecer, surgirão graus comuns. Para proteger a sua orgulhosa história e conhecimentos sobre aços de alta resistência, a SSAB escolheu adotar uma abordagem de desenvolvimento orientada para o mercado. Com isso, quando os produtos de 3ª Geração forem lançados em 2018, eles funcionarão de forma robusta, que realmente agregará valor ao cliente. 

A ascensão do AHSS de 3ª Geração também comprova outra coisa. Após milhares de anos de soluções em ferro e centenas de anos de soluções em aço, ainda é possível desenvolver graus novos e inovadores.  O aço jamais foi um material obsoleto. Pelo contrário, é um material que é continuamente aperfeiçoado. Isso significa que um dia surgirá o AHSS de 4ª Geração. 


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